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As Comissões do C.T.O.

CCCP - COMISSÃO DE COOPERAÇÃO COM A COMUNIDADE PROFISSIONAL

 

A CCCP é responsável pelo bom relacionamento entre Alcoólicos Anônimos e aquela imensa gama de profissionais - muitos com responsabilidade hierárquica de gerência - que, em razão das funções que exercem, acabam tendo contato com portadores da doença do alcoolismo e/ou com seus familiares, podendo funcionar como ligação entre aqueles e nossa Irmandade.

 

São, na realidade, verdadeiros amigos de A.A., muitos com contribuições inestimáveis para o crescimento e consolidação de nossos Grupos nas comunidades em que atuam. E tornaram-se nossos amigos justamente porque alguém da Irmandade lhes mostrou de forma clara e precisa aquilo que somos, o que não fazemos e o que podemos fazer juntos.

 

Conquistar novos amigos entre as classes profissionais, estabelecer com eles trabalho conjunto de informação da doença, manter as portas do A.A. sempre abertas para cooperar com suas ações no campo do alcoolismo dentro dos limites de nossas Tradições - esta é a missão da CCCP, base de um relacionamento que pode ser extremamente frutífero e duradouro.

 

O trabalho de CCCP exige alguns cuidados especiais que, se não forem considerados, poderão atrapalhar, e muito, seu funcionamento eficaz.

 

Isto porque os profissionais, em geral, têm sua própria visão do que é competência e eficiência e se não sentirem nos membros que os visitam firmeza e conhecimento de causa, dificilmente poderão compreender nosso informalismo e aparente falta de organização.

 

Em conseqüência, vão nos achar ineficientes e pouco responsáveis, indignos de confiança em questões tão sérias e difíceis como conscientizar um alcoólico. Por isso, os integrantes da CCCP deverão ser AA’s com uma razoável capacidade de comunicação e conhecimento do programa no que se refere aos Três Legados de A.A.: Recuperação, Unidade e Serviço. É necessário que estejam preparados e sabendo o que significam e como funcionam os Doze Passos, as Doze Tradições e os Doze Conceitos.

 

CIP - COMISSÃO DE INFORMAÇÃO AO PÚBLICO

 

A finalidade de uma CIP é manter viva a imagem da Irmandade junto à Comunidade, utilizando-se dos meios disponíveis para tal. A informação ao público, tanto direta como indiretamente, é levada de três maneiras:

 

  1. Informando ao público em geral sobre o Programa de Recuperação de Alcoólicos Anônimos;
  2. Informando a "terceiras pessoas"(*) sobre o trabalho que é realizado ou que pode ser feito com o alcoólico ativo;
  3. Mantendo a Irmandade informada, de modo que os membros e Grupos possam levar a mensagem mais efetivamente.

 

(*) "terceiras pessoas" são os membros da Comunidade, geralmente profissionais, que através de suas atividades nos auxiliam na transmissão da mensagem.

 

Sempre tendo em mente a importância do anonimato pessoal, acreditamos que podemos ajudar, levando àqueles que possam estar interessados no problema a nossa própria experiência, como indivíduos e como Irmandade: a maneira de viver sem o álcool.

 

Estamos conscientes que nossa experiência deve estar disponível e ser gratuita a todos os que manifestarem interesse. Sabemos, também, que nossos esforços nesse campo devem sempre refletir nossa gratidão pela dádiva da sobriedade. Percebemos que muitos, fora de A.A., estão igualmente preocupados com o sério problema do alcoolismo.

 

Devemos reconhecer, também, que nossa competência para falar sobre alcoolismo é limitada aos assuntos de A.A., ou seja, ao seu Programa de Recuperação.

 

A CIP, como o próprio nome indica, ocupa-se de informar ao público em geral a respeito de A.A., mas a informação é muitas vezes dirigida a segmentos específicos desse público, como por exemplo:

 

           IMPRENSA

 

                        - jornais 

                        - revistas 

                        - rádios 

                        - TVs

 

            MEDICINA

 

                        - médicos, paramédicos e  estudantes de medicina 

                        - enfermeiros e estudantes de enfermagem 

                        - quadro de funcionários de hospitais 

 

            EMPRESAS

 

                        - executivos 

                        - gerentes de pessoal e de recursos humanos 

                        - médicos do trabalho e assistentes sociais 

                        - técnicos de segurança 

                        - consultores de alcoolismo nas empresas 

                        - organizações de negócios (escritórios comerciais, associações etc.) 

                        - agências de empregos 

                        - quadros de funcionários       

 

            GOVERNO

 

                        - funcionários públicos (municipal, estadual e federal) 

                        - juizes, promotores e delegados 

                        - oficiais de justiça 

                        - diretores de presídios 

                        - advogados 

                        - programas de alcoolismo (municipal, estadual e federal) 

                        - departamentos de saúde 

                        - departamentos de bem-estar social (albergues) 

                        - militares (médicos, enfermeiros, capelães e outros oficiais) 

 

            EDUCAÇÃO

 

                        - universidades e faculdades 

                        - escolas de primeiro e segundo graus 

                        - reitores, diretores e professores 

                        - estudantes de magistério 

 

            RELIGIÃO

 

                        - religiosos de qualquer profissão de fé 

 

            ORGANIZAÇÕES NÃO PROFISSIONAIS

 

                        - clubes sociais e de serviço 

                        - sociedades fraternas e lojas maçônicas 

                        - casas de recuperação e casas de idosos 

                        - grupos de jovens 

                        - associações étnicas, de bairros etc.           

 

PROGRAMAS VOLUNTÁRIOS

 

                        - centros de prevenção de suicídio

 

CIT - COMISSÃO DE INSTITUIÇÕES DE TRATAMENTO

 

Levar a mensagem de A.A. aos internos em hospitais, clínicas e casas de repouso é uma das atividades mais antigas de Alcoólicos Anônimos e foi, desde nossos primeiros tempos, um fator importantíssimo para atração de novos membros e para o crescimento da Irmandade.

 

O propósito de uma CIT é justamente coordenar, estimular e tornar cada vez mais eficaz o trabalho que Grupos, ou membros de A.A., fazem junto aos pacientes de instituições de tratamento - levando nossa mensagem e reforçando a possibilidade de que continuem sóbrios após a alta, através da freqüência aos Grupos da Irmandade. Para isso, pode criar um sistema de cooperação com a instituição, sendo informada da alta dos pacientes e os apadrinhando para os Grupos, com os quais a CIT deve manter permanente relacionamento, através de participação em reuniões do CTO de Distrito e CTO do ESL e emissão de relatórios periódicos de suas atividades.

 

CIC - COMISSÃO DE INSTITUIÇÕES CORRECIONAIS

 

As instituições correcionais brasileiras abrigam dentro de seus muros inúmeros casos de alcoólicos que se não forem informados da natureza de sua doença e de seu caráter incurável, tão logo saiam poderão voltar a beber, cometendo os mesmos erros.

 

Embora ainda incipientes no Brasil, os trabalhos da CIC são de imensa importância. Prova disso são os mais de dois mil Grupos existentes em prisões americanas, com resultados extremamente positivos para a recuperação de prisioneiros de ambos os sexos.

 

O trabalho da CIC, assim como o da CIT e de alguns da CIP começam sempre através da CCCP, que contata o diretor do presídio e outras autoridades, colocando-as a par do que é a Irmandade, como funciona e como pode cooperar.

 

Uma vez obtida a permissão, o trabalho de A.A. junto aos presidiários deve ser precedido por palestras de sensibilização junto aos funcionários do presídio. Por isso, estas palestras, organizadas conjuntamente com a CIP, são extremamente importantes, pois devem afastar qualquer má vontade dos funcionários em colaborar, dando-lhes uma noção exata de como a Irmandade vê o alcoolismo, qual sua proposta de recuperação, o esquema de funcionamento normal e que tipo de atividade pretende desenvolver junto aos presos.